Tuesday 13 November 2018
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portalangop - 4 days ago

Jornalistas manifestam-se diante da ONU em Bissau contra assassínio do colega saudita

Bissau - Um grupo de jornalistas guineenses manifestou quinta-feira diante da sede das Nações Unidas em Bissau o seu repúdio pelo assassínio do colega saudita Jamal Khashoggi, no consulado do seu país na Turquia, pedindo um rigoroso inquérito., Indira Bald , presidente do sindicato de jornalistas e t cnicos da comunica o social (Sinjotecs) da Guin -Bissau, promotor da iniciativa, entregou uma peti o a chefe do departamento dos direitos humanos no escrit rio da ONU em Bissau, Mireya Guzman, exigindo um inqu rito rigoroso para que os autores do assass nio de Jamal Khashoggi sejam levados justi a. A peti o dos jornalistas guineenses reclama ainda a cria o de mecanismos de protec o para os profissionais em todos os Estados do mundo, assinalou a l der do Sinjotecs. Temos que lutar pelos direitos humanos, pela liberdade de imprensa , defendeu Indira Bald , real ando que cada vez mais h relatos de atentados integridade dos jornalistas que trabalham em temas considerados tabu . A presidente do Sinjotecs lamentou o facto de serem poucos os casos de atentados integridade dos jornalistas que s o tratados pela justi a. Indira Bald assinalou que os jornalistas n o fazem mais do que contribuir para um mundo livre e justo . Mireya Guzman, chefe do departamento dos direitos humanos nos escrit rios da ONU em Bissau, prometeu transmitir a preocupa o dos jornalistas guineenses ao representante do secret rio-geral no pa s, o brasileiro Jos Viegas Filho. A respons vel da ONU felicitou os jornalistas guineenses pelo gesto solid rio em rela o ao colega assassinado na Turquia. Congratulamo-nos em saber que o vosso sindicato muito organizado e solid rio com os outros elementos da vossa classe , enfatizou Guzman, lembrando que a ONU elege como pilares da sua actua o os direitos humanos, a paz, a seguran a e o desenvolvimento dos pa ses. O Minist rio P blico turco declarou recentemente que Jamal Khashoggi, de 59 anos, foi estrangulado e posteriormente desmembrado no consulado saudita em Istambul, no dia 02 de Outubro, onde tinha entrado para obter um documento para se casar com uma cidad turca. O jornalista era esperado no consulado por um comando de 15 agentes sauditas que viajaram para a cidade turca algumas horas antes e regressaram Ar bia Saudita naquela mesma noite. O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, assegurou recentemente numa coluna publicada no jornal americano The Washington Post que est certo de que a ordem para matar o jornalista dissidente surgiu do mais alto n vel do poder da Ar bia Saudita. O jornalista saudita, que colaborava com o jornal The Washington Post, estava exilado nos Estados Unidos desde 2017 e era um reconhecido cr tico do poder em Riade. A Ar bia Saudita admitiu que Jamal Khashoggi foi morto nas instala es do consulado saudita em Istambul, depois de, durante v rios dias, as autoridades de Riade terem afirmado que sa ra vivo do consulado. ,

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