Monday 20 January 2020
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portalangop - 1 month ago

ONU adverte que desigualdade aumenta risco de conflitos na América Latina

Nova Iorque - A América Latina e o Caribe correm o risco de sofrer mais crises sociais e instabilidade política em consequência da desigualdade, reflectida na convulsão provocada pelos protestos sociais na região, adverte o relatório do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU, divulgado nesta segunda-feira., A desigualdade um dos problemas estruturais mais importantes da Am rica Latina, sem d vida, e quando interage com outros elementos se torna um dos factores de desestabiliza o , afirmou Lu s Felipe L pez-Calva, diretor para Am rica Latina e Caribe do Programa das Na es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). De acordo com o relat rio, milh es de pessoas sa ram da pobreza na ltima d cada na Am rica Latina, mas ao mesmo tempo esta a segunda regi o mais desigual do mundo, atr s apenas da A frica Subsaariana. A situa o provocou um descontentamento maior em v rios sectores, que observam com desespero a situa o do acesso a servi os b sicos de qualidade em educa o, sa de, transporte ou aposentadorias. A regi o viveu uma s rie de protestos recentemente em pa ses como Chile, Col mbia, Equador, Bol via e Haiti, com dezenas de mortos e centenas de feridos e detidos. O documento destaca as brechas no acesso a novas tecnologias, o que afecta as op es de emprego, a luta contra a mudan a clim tica, especialmente em pequenas ilhas, e a igualdade de g nero. Sim, devemos nos preocupar por continuar sendo uma regi o de tanta desigualdade, porque isto gera tens es e mais conflitos devido frustra o social de n o alcan ar melhores condi es de vida , declarou L pez-Calva AFP. A rejei o a medidas de ajuste econ mico, elimina o de subs dios, encarecimento dos servi os p blicos, aumento do pre o da gasolina, assim como da idade de aposentadoria e poss veis fraudes eleitorais s o os principais elementos do descontentamento. A percep o de injusti a na distribui o da riqueza aumentou e apenas 16 por cento dos entrevistados considera esta distribui o justa , afirma o relat rio. O IDH do PNUD, baseado em estat sticas sobre condi es de vida, indica que a Am rica Latina tem uma m dia de bem-estar levemente superior m dia mundial. De acordo com o ndice, o Chile o pa s mais avan ado da regi o, ocupando a 42 posi o num total de 189 pa ses analisados. Argentina (48), Barbados (56), Uruguai (57) e Bahamas (60) aparecem em seguida. O Brasil est m 79 lugar. Haiti (169), Honduras (132), Nicar gua, Guatemala (126) e El Salvador (124) s o os piores colocados do continente. A Am rica Latina considerada uma regi o de renda m dia em compara o com o resto do mundo, mas o relat rio alerta que estes dados podem ocultar as car ncias da sociedade. Tamb m a regi o que regista a maior perda em desenvolvimento humano por desigualdade de renda: Haiti, Guatemala e Honduras s o os que mais perdem, enquanto Uruguai, Argentina e Jamaica aparecem no lado oposto. Dos 50 pa ses mais pr speros, o Chile tem a maior desigualdade de renda e a Argentina a de expectativa de vida. No M xico, a origem tnica determina em at 12 pontos percentuais a possibilidade de sair da pobreza. O relat rio alerta que 30 milh es de jovens n o t m estudos, emprego ou capacita o, dos quais 76 por cento s o mulheres. Al m disso, a igualdade de g nero enfrenta sinais preocupantes de dificuldades e revers es . Para o PNUD, a Am rica Latina tem a oportunidade de reverter a situa o com pol ticas fiscais que geram mais renda para investimentos e pol ticas p blicas para ampliar o acesso educa o, sa de, aposentadorias, novas tecnologias e emprego. Mas evidente que a classe m dia paga mais do que recebe em servi os sociais , afirma o documento. Tamb m necess rio implementar pol ticas contra a mudan a clim tica e a discrimina o por g nero ou por pertencer a grupos vulner veis como os ind genas. O processo deve incluir os sectores descontentes porque, em caso contr rio, as solu es ser o menos efectivas em reduzir os n veis de tens o que existem , disse L pez-Calva. A desigualdade sempre foi muito elevada, ser muito dif cil tentar reduzi-la , concluiu ,

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