Wednesday 19 February 2020
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portalangop - 5 days ago

Pedro Pires recorda amigo e último representante de geração que marcou a história

Praia - O antigo Presidente de Cabo Verde Pedro Pires recordou hoje (14) o moçambicano Marcelino dos Santos como um amigo e último representante de uma geração que marcou a história e que se destacou num momento diferente na luta pela independência., Marcelino dos Santos pertence a uma gera o de que faziam parte Am lcar Cabral, Agostinho Neto, Eduardo Mondlane, M rio Pinto de Andrade, Viriato Cruz, L cio Lara, que foram, n o diria os iniciadores, mas representaram um momento diferente na luta dos povos colonizados para a sua independ ncia , recordou. Pedro Pires falava ag ncia Lusa quatro dias ap s a morte, devido a uma paragem card aca, de Marcelino dos Santos, um dos fundadores da Frente de Liberta o de Mo ambique (Frelimo). O tamb m presidente da Funda o Am lcar Cabral, de 85 anos, recordou que todos estiverem em Lisboa e que foi ali que teceram amizades muito fortes e trabalharam a ideia da liberta o dos povos colonizados de Angola, Mo ambique, Cabo Verde, Guin -Bissau e S o Tom e Pr ncipe. E uma gera o que marcou a nossa hist ria, que devemos recordar com muito respeito , enfatizou, recordando que Marcelino dos Santos era o mais novo de entre eles, mas mesmo assim iniciou essa caminhada, tendo mesmo partilhado resid ncia com Am lcar Cabral em Lisboa. Por isso, disse, foi algu m que esteve no in cio da tomada de consci ncia e da organiza o das lutas de liberta o nacional dos pa ses africanos de l ngua portuguesa. Marcelino era muito leal aos interesses dos pa ses africanos, mas era muito leal aos interesses do povo mo ambicano , prosseguiu Pedro Pires, referindo que era tamb m bastante coerente, patriota, anticolonialista e anti-imperialista . Pires recordou que a primeira vez que se encontrou com Marcelino dos Santos foi em Rabat, Marrocos, nos anos 1960, quando o mo ambicano j era secret rio-geral da Confer ncia das Organiza es Nacionalistas das Col nias Portuguesa (CONCP). Depois disso, os dois mantiveram contactos, at ao fim do colonialismo e liberta o desses pa ses, pelo que era um amigo, um pr ximo por quem sempre teve muita amizade e muito respeito, disse o antigo chefe de Estado cabo-verdiano. Sempre que estava em Mo ambique, Pedro Pires visitava Marcelino dos Santos, mas os dois tamb m se encontraram noutros palcos, inclusive na cidade da Praia, Cabo Verde, no mbito de um simp sio sobre Am lcar Cabral. Acho que Mo ambique perde uma refer ncia, pela sua honestidade, frontalidade e a sua forma de estar. Pode-se n o compreend -lo, mas entendo que uma refer ncia importante , continuou. O antigo chefe de Estado cabo-verdiano referiu que a Funda o Am lcar Cabral tem dado muito aten o quest o da mem ria e da hist ria, pelo que considerou fundamental que se continue nessa direc o da preserva o e da valoriza o e fazer com que essas mem rias sejam transcritas. Pedro Pires aproveitou para render homenagem a Marcelino dos Santos, manifestar enorme pesar pela morte, mas tamb m respeito pela figura, e saudou a fam lia, os mo ambicanos e a Frelimo. Natural de Lumbo, junto Ilha de Mo ambique, na prov ncia de Nampula (Norte do pa s), fez parte com Samora Machel e Uria Simango do triunvirato que chefiou a Frelimo ap s a crise aberta com o assass nio de Eduardo Mondlane, em 1969. Ap s a independ ncia, exerceu, entre outros cargos, o de presidente da Assembleia da Rep blica de Mo ambique, entre 1986 e 1994, ltimo lugar institucional que ocupou, apesar de ter continuado na vida pol tica. O Governo mo ambicano decretou sete dias de luto nacional e decidiu realizar um funeral de Estado em 19 de Fevereiro, antecedido de vel rio no dia anterior. ,

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