Monday 30 March 2020
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angola24horas - 5 days ago

Consulado de Portugal em Luanda acusado de sujeitar portugueses “a condições desumanas”

Voos de regresso a Portugal estão a gerar confusão no país. Crescem as críticas ao consulado e à TAP Os voos para fazer regressar cidadãos nacionais de Angola por causa da pandemia da covid-19 estão a motivar fortes críticas da comunidade portuguesa ao Consulado Geral de Portugal no país e à TAP. Esta quarta-feira, numa carta enviada a várias entidades, incluindo o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, um empresário português que vive em Angola há mais de 15 anos denuncia “as inúmeras condições desumanas” a que a comunidade portuguesa no país tem sido sujeita “pelo Consulado Geral de Portugal em Angola”. “Ao invés de proteger os seus cidadãos, [o consulado] insta-os desumanamente a sujeitarem-se a terem de saber se são escolhidos por via de uma lista, lida por vigilantes em plena rua pública [à porta das instalações da TAP em Luanda], no estrangeiro, sujeitando a população portuguesa a ter de ser amontoar e ser contaminada”, escreve num email, que motivou respostas de vários portugueses a residir em Angola, descrevendo o caos em que se tornou o processo de conseguir lugar num voo para Portugal. De acordo com o relato, a que o Expresso teve acesso, “centenas de pessoas aguardaram amontoadas e desprotegidas” durante horas até saberem que não conseguiriam embarcar no voo que a TAP realizou para Lisboa na madrugada desta quarta-feira. Segundo o empresário, “apenas 5% das pessoas que constavam na lista” [de cidadãos portugueses que desejavam regressar a Portugal] conseguiram entrar nas instalações da TAP para formalizar a reserva da sua passagem. “Os despojados 95% dos cidadãos, a mando do consulado, depararam-se que ao estar a partir das 7 da manhã, para garantir uma senha, só dada pelas 9 horas, foi-lhes dito pelas 12 horas que a senha já não servia de nada, não iriam ser atendidos. Depois de arriscarem a vida a poderem ser contagiados pela covid-19, foi este o tratamento que tiveram”, lê-se na missiva. O cidadão português acusa os critérios usados para a elaboração das listas de prioridades para os voos de serem “muito duvidosos”. “Constatamos claras evidências de tráfico de influência para garantir prioridade”, afirma, garantindo que os portugueses em Angola sentem “medo” do consulado, estando intimidados a criticar publicamente, por medo de represálias, devido ao trafico de influências, cunhas, amiguismo constatado, etc.”. EXPRESSO 

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