Thursday 22 April 2021
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club-k.net - 2 month ago

Consultora avança que presidente angolano e os seus aliados estão sob investigação nos EUA

Lisboa - A consultora Pangea Risk assegura que o atual presidente de Angola está a ser investigado por procuradores norte-americanos por eventual violação das leis deste país.
Fonte: Negócios O presidente de Angola, João Lourenço, está a ser investigado há cerca de um ano por procuradores norte-americanos. A informação é avançada pelo semanário Expresso, que cita um relatório da Pangea Risk, uma consultora especializada em análise de informação para gestão de risco sobre negócios em África e no Médio Oriente.   A investigação em curso pode diminuir a capacidade de Angola manter acesso a financiamento multilateral e reestruturar com sucesso o pesado farto de dívida diz o relatório da Pangea Risk citado pelo Expresso. O mesmo documento adianta que os procuradores norte-americanos têm estado a compilar durante quase um ano provas de violação das leis e regulamentos dos EUA pelo presidente João Lourenço, a sua família e parceiros de negócio .
Segundo o mesmo documento, além de João Lourenço estão na mira das autoridades norte-americanas a primeira-dama angolana, Ana Afonso Dias Lourenço (acionista da agência de comunicação Orion), o advogado Carlos Feijó, o ministro da Energia, João Baptista Borges, o antigo vice-presidente Manuel Vicente, e alguns  empresários locais.

O relatório da Pangea Rik referido pelo Expresso explica que a família [de João Lourenço] está a ser investigada por numerosas violações do FCPA, transações bancárias ilegais, fraudes bancárias para a compra de imóveis nos Estados Unidos, e uma conspiração para defraudar o Departamento de Justiça dos EUA pela família Lourenço .   A informação obtida pela consultora e avançada pelo Expresso foi corroborada por várias fontes internacionais nos media, já que novos indícios de alegadas irregularidades caíram no domínio público , indica a própria empresa.


A consultora avança que parte das suspeitas está relacionada com subornos que terão sido pagos pela construtora brasileira Odebrecht a empresas controladas por João Lourenço, a sua mulher e parceiros de negócio próximos.   O relatório enumera também empresas públicas e privadas de algum modo ligadas ao círculo mais próximo de João Lourenço, incluindo neste núcleo as construtoras Angoprojectos, Sotal, Engetech, Locomague e Omatapalo, a estatal Simportex, os bancos Sol e BAI, a imobiliária Imogestin, a Companhia de Cervejas de Angola e a agência de comunicação Orion.   A Pangea Risk conta ainda o caso da Squire Patton Boggs, a empresa de lóbi norte-americana contratada pelo Governo angolano em 2019, informação que foi detalhada pelo Negócios na edição do Radar África de 20 de janeiro de 2020. A Squire recebeu 10,4 milhões de dólares, sendo que destes, 625 mil dólares canalizados para um consultor extremo, a ERME Capital. A ERME Capital foi criada no início de 2019 e desde então recebeu mais de 4 milhões de dólares de fundos provenientes do governo de Angola. Isabel dos Santos alegou que a empresa foi usada para financiar a campanha mediática contra si e os negócios da sua família. A ERME Capital é administrada por Pedro Pinto Ferreira e Maria Mergner, que são amigos do ex-vice-presidente de Angola Manuel Vicente , diz o relatório da Pangea.  


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